quinta-feira, 4 de março de 2010
Zefa da Guia e a novena da "Sta. Cruz"
quarta-feira, 3 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Política habitacional garante casa própria a comunidade Serra da Guia


20/07/09 - 07:40
Política habitacional garante casa própria a milhares de famílias
O sonho da população da comunidade da Serra da Guia, uma área quilombola localizada no município de Poço Redondo, era deixar as antigas casas de palha que foram habitadas pelos seus descendentes por décadas e ser transferida para residências de alvenaria.
Venâncio sugeriu contratação da famosa parteira Josefa da Guia

17 de Novembro de 2009
Josefa da Guia – Sempre disposto a colaborar, para evitar o colapso do desastroso Governo da Mudança para Pior, o líder da oposição na Assembléia, Venâncio Fonseca, sugeriu ao secretário de Saúde, Rogério Carvalho, diante da notícia sobre a falta de médicos pediatras, a contratação da famosa parteira Josefa da Guia. Residente na Serra da Guia em Poço Redondo, a meritória senhora já realizou mais de 5000 partos.
9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – 03/11/09 Olinda/PE


Lula prometeu dar atenção à questão do Ato Médico e brincou: “Só parteira pode tirar um bichinho bonito como eu do bucho de uma mulher”
Também foi ovacionada a parteira Josefa da Guia, que dividiu o palco com o presidente e três ministros.
Zefa da Guia Convida as pessoas a conhecerem a Serra da Guia.

sábado, 27 de fevereiro de 2010
Revezamento da tocha Panamericana em Canindé de São Francisco

Como foi homenagear a parteira Zefa, natural de Poço Redondo, no Dia Internacional da Mulher?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Zefa da Guia: de Poço Redondo para todo o Brasil


Parteira Quilombola luta por melhor condiçao de acesso a saúde

Mardoqueu Bodano faz homenagem à Josefa da Guia

Parteira do sertão Sergipano já fez cerca de 5 mil partos
Clipping Recriando (SE)
Em entrevista ao jornal Cinform, a parteira Josefa Maria da Silva conta histórias e revela que já realizou cerca de 5 mil partos. Zefa da Guia, assim conhecida pelos moradores da região, tem experiência de 52 anos de profissão e pratica seu ofício na maternidade do povoado Serra da Guia, no município de Poço Redondo, a 200 km de Aracaju. O serviço prestado gratuitamente revela amor pela profissão e como conseqüência desse afeto, a parteira já conta com cerca de 2.700 afilhados. “Graças a Deus, nunca morreu nenhuma parturiente e nunca nasceu menino morto. Pelo contrário, já teve casos de menino que nasce de cinco meses e três semanas e está vivo até hoje”, revela Zefa da Guia, acrescentando que na maternidade onde ela realiza os partos, seu trabalho é bem visto por médicos e enfermeiros obstétricos.(Jornal Cinform-SE, p. Municípios 8; Viviane Paixão – 5 a 11/11)
http://www.redeandibrasil.org.br/hotsite/clippings/05-de-novembro-de-2007-2022-parteira-do-sertao-sergipano-ja-fez-cerca-de-5-mil-partos/
Jardim Suspenso - Serra da Guia: Mata Atlantica escondida no meio do Sertão
Um verdadeiro jardim suspenso. Em meio à aridez e sob o impiedoso sol do sertão sergipano, uma área de mata atlântica, repleta de orquídeas e bromélias, se esconde no alto da Serra da Guia, em Poço Redondo. A cerca de 200 Km do litoral, uma pequena faixa de terra (avalia-se em menos de 100 hectares) conserva uma mata fechada, com características de florestas úmidas.
Uma equipe do Jornal da Cidade, acompanhada pelo biólogo Marcelo Cardoso, visitou o local. "É uma área pouco conhecida e bastante descaracterizada pela ação do homem, mas que guarda muitas surpresas", conta o pesquisador, que há cerca de três anos estuda a região.
A Serra da Guia fica localizada no Complexo da Serra Negra, que se estende por Canindé, Poço Redondo e Pedro Alexandre (Bahia). É o local mais alto do Estado, e em uma das serras do complexo, nasce o rio Sergipe. Do alto, uma imensa planície se abre diante dos olhos. Dá para ver o sertão alagoano, baiano e sergipano, dependendo do ponto onde se esteja.
Não costumam aparecer muitos visitantes, ainda é um local pouco conhecido. Há algum tempo, quando a imprensa divulgou as histórias de Zefa da Guia, uma parteira que é uma espécie de matriarca da região, a serra andou recebendo alguns curiosos. Nada suficiente para gerar um turismo auto-sustentável ou renda para a população local. Menos ainda para criar e manter um projeto que venha a proteger a serra.
O fenômeno é um caso raro, mas não único. Em Recife, por exemplo, existe uma área similar, com mais de 6.000 hectares. Mas o caso sergipano possui suas particularidades, que o fazem tão belo quanto importante, assim com o Estado que o abriga.
Trajeto:
Saindo da capital, são quase duas horas de asfalto, até Poço Redondo. Entrando numa estrada de terra batida, que leva ao povoado de Santa Rosa do Ermírio, mais uma hora, de carro, até chegar ao pé da serra. Chegando lá, é possível ver uma placa indicando um centro de recepção ao turista, criado há menos de três anos. Além da placa que o anuncia, a única estrutura da qual dispõe é uma modesta sombra proporcionada por uma amendoeira (parece ter sido feita para estacionar carros). Naquela região, já não é coisa pouca. Os filhos e afilhados de dona Zefa da Guia levam os visitante através das trilhas da serra.
Uma subida cansativa, sob um escaldante sol. Pouco mais de uma hora de caminhada, entre muitas pedras e sobre terra seca. O verde sem vida de algumas "catingueiras" esparças e outros poucos "espinhentos" (pequenas árvores típicas do sertão) dão o tom do trajeto.
O cisal também aparece muito, às vezes acompanhado de pequenas flores, típicas da caatinga. Aos poucos surgem algumas árvores mais altas e pode-se ver, ao longe, belas formações rochosas, ladeadas por um verde mais intenso.A caminhada tem direito a fundo musical, com alguns poucos pássaros dando o ar da sua graça, cantando alto suas sinfonias. Os mais comuns são o Cabeça-de-lenço, Pitaguari, Beija-flor e o Azulão, todos típicos da catinga, avisa o biólogo Marcelo Cardoso.
De repente, cantos diferentes começam a surgir. O "Canarinho-da-mata" e o "Corró", aves típicas da mata atlântica, anunciam a chegada às proximidades da mata.
O topo
Orquídeas e bromélias surgem onde antes só havia caatinga e o sol causticante.No topo da serra, uma clareira aberta pelos moradores dos povoados próximos esconde uma capela e uma casa de pau-a-pique. De lá, os visitantes podem se embrenhar pela mata, onde não há trilhas.
A terra é úmida e macia, ao contrário do solo seco e arenoso encontrado na parte baixa da serra. É recoberta por uma camada de folhas secas e adornada pelas muitas bromélias que caem das árvores mais altas. É comum encontrar algumas espécies de cisal, que podem ter ido parar lá de forma natural, levadas por pássaros, ou pelo homem.
As copas das árvores são muito altas, e se encontram no ar, formando um telhado verde, que protege o solo do sol. Uma hora da tarde, em pleno sertão seco, sol esturricando tudo, e um leve friozinho toma conta dos arredores da mata. É realmente impressionante.
Grande parte do território é muito íngreme, e existem várias formações rochosas, recobertas por líquens e musgos. Árvores altas, que não são vistas no sertão, com troncos grossos, também amparam fungos. Não custa lembrar que musgo e fungos são peculiaridades de regiões quentes e úmidas. Entrando na mata, cheia de teias de aranhas e cipós, é muito difícil encontrar uma clareira. A equipe do Jornal da Cidade não encontrou nenhuma.
A mata é muito fechada, para andar é necessário abrir caminho com o facão ou afastar os galhos. O cuidado com algumas poucas plantas espinhosas e alguns tipos de urtiga é fundamental.
Bromélias, barbas-de-velho e lianas são encontradas aos montes. Mas o grande espetáculo fica por conta das orquídeas, que do alto das árvores, dão um exibem sua beleza. Maio é o período em que elas desabrocham, mas foi possível observar a cor rosa de várias delas.
Segundo o biólogo Marcelo, não existe em Sergipe outro lugar onde haja tantas orquídeas.
"Em maio é uma beleza, a gente olha para cima e parece que o céu está pintado de rosa", conta um dos guias..
Animais
Na verdade, existem poucos pássaros originários da mata-atlântica. A maioria deles são comuns no sertão, e até mesmo nas cidades, como o azulão, sofrê, cabeça, canção, aracuã, acauã e o periquito-da-caatinga. Mas também existem aves típicas de florestas úmidas, no topo da serra. Muitas delas não possuem nomes populares, por serem florestais. O "Canarinho-da-mata" e o "Corró" são aves da mata-atlântica que possuem hábitos peculiares. Durante o inverno eles descem para a Caatinga, a procura de calor.
Existem ainda várias espécies de mamíferos: mocós, tamanduás, veados, raposas, cangambás, caititus e gatos-do-mato. Paira uma pequena dúvida sobre a existência de sussuaranas, pequenas onças que chegam a atingir 1,5 m de comprimento. Os biólogos não confirmam, mas os moradores da região dizem que é comum encontrar o bicho, que eles chamam de onça-do-bode. Pebas, teius, tatus e guachinis também existem em bom número por lá.Mas segundo Marcelo Cardoso, esses animais estão com os dias contados.
"Esses bichos requerem áreas grandes e são exigentes em relação à alimentação. São remanescentes, estão com os dias contados, sua sobrevivência nessa região, à longo prazo, é inviável e não há muito a se fazer", conta o biólogo.
Surgimento
O que intriga à todos que conhecem o local é como pode, em meio ao árido sertão, exposto à um sol intolerante, que deixa a terra seca, surgir uma porção de vegetação que é típica de regiões litorâneas. Marcelo Cardoso conta que baseado em estudos de outras regiões similares, e observando com atenção a realidade daquela mata, pode-se traçar alguns paralelos e arriscar algumas teorias.A mais provável é a seguinte: Há aproximadamente 25 mil anos, estávamos no período geológico do Pleistoceno.
O planeta passava por sua última glaciação, e o clima era mais frio. A mata-atlântica tinha então uma extensão muito maior que a atual, dominando o cenário onde hoje se encontra o sertão. Ou seja, em priscas era, provavelmente houve uma conexão entre a mata atlântica do litoral e aquela região, que perdurou por muito tempo.Mas com o fim da glaciação, as mudanças climáticas começaram a se acentuar. O planeta esquentou muito, e o novo clima acabou com a mata naquela região. Aos poucos ela foi se transformando em caatinga, uma vegetação mais forte, capaz de resistir às agruras do sertão.Mas a altitude da serra preserva um clima mais frio e úmido. Aliado à exposição direta aos ventos carregados de chuvas que chegam do litoral, tornou possível que a mata do alto da serra fosse conservada. Como uma verdadeira pérola no coração do sertão.
ProblemasEsse pequeno relicário da biodiversidade encara sérios problemas. A serra não é protegida, seu território não é uma reserva ambiental. Parte da área verde pertence à uma fazenda. No meio da pequena floresta é possível cruzar com uma cerca, colocada há pouco tempo, segundo moradores da região.
O roubo de plantas também é uma constante. Em maio, várias pessoas vão até lá para roubar orquídeas, que em sua maioria são vendidas em Paulo Afonso, na Bahia. Caçadores de passarinhos também agem por lá, para alimentar um comércio cruel e rentável.Caçadores são um problema que ronda a região. Durante a caminhada, não é raro escutar estrondos secos, tiros de espingarda e latidos de cachorros, ao longe.
É muito comum a caça aos caititus (um tipo de porco-do-mato) e veados.A região ainda sofre as consequências do desmatamento. A subida, que hoje possui uma paisagem seca, já foi muito mais úmida. A derrubada das árvores criou danos irreversíveis ao ambiente, e fez com que as plantas mais resistentes (a caatinga) fossem tomando conta do local. Havia várias fontes de água, pequenos riachos e pequenas lagoas. Ainda é possível ver as marcas na terra, de alguns deles. O desmatamento fez com que secassem.
É um ciclo de morte. A vegetação faz com que se acumule mais água no lençol freático. Quando se desmata, a acumulação de água fica prejudicada, e as fontes vão secando, conseqüentemente, o clima vai ficando mais seco, e mais plantas vão morrendo, vítimas do clima ocasionado pelo desmatamento.Além de acabar com uma verdadeira relíquia, um testemunho importante que dá pistas de como era nosso planeta em outras eras geológicas, esse desmatamento agrava o problema da seca naquela região.
É muito importante que a mata da Serra da Guia seja preservada. Em seu topo encontram-se aves, árvores e flores típicas da mata atlântica, que talvez não sejam encontradas em nenhum outro ponto de Sergipe. "O fato de estar inserida no complexo da Serra Negra, uma das mais importantes áreas de caatinga, que clama por uma política de conservação, também é muito importante", conta o biólogo Marcelo Cardoso. É uma riqueza que não pode ser extinta antes que possamos ao menos conhecê-la melhor.
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2256880653416310644
Assembléia homenageia Zefa da Guia representando as mulheres sergipanas em 08/03/2007



Em sessão presidida pela vice-presidente Angélica Guimarães, PSC, a parteira e líder comunitária da Serra da Guia (Poço Redondo), Josefa Maria da Silva (Zefa da Guia), foi homenageada pela Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe. Ela representou as sergipanas nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.
Guerreira, lutadora em prol do seu povo sofrido, Zefa da Guia é parteira, mãe, avó, ‘psicóloga’, ‘assistente social’, enfim é um baluarte da sua comunidade.
A deputada estadual Conceição Vieira, PT, discursou para destacar Zefa da Guia, que já realizou cinco mil partos e continua alegre, subindo a serra, andando de moto, a pé, enfim, é um exemplo da mulher, que percorre duas horas de carros da sede do município até a Serra da Guia, para dar assistência aos seus comunitários.
http://www.agenciaalese.se.gov.br/agenciaalese/interna.wsp?tmp_page=interna&tmp_codigo=1046&tmp_secao=2&tmp_topico=Not%C3%ADcias
Conceição fez uma pesquisa sobre os quilombolas e chegou a Zefa da Guia, que mora no pé da Serra da Guia, daí o seu apelido.
Dona Zefa, segundo Conceição Vieira, ajudou o Governo Federal na avaliação de quem precisa das casas construídas naquela região com recursos da Caixa Econômica Federal.
Dona Zefa é chamada na comunidade por “Madrinha Zefa”, “Dona Zefa”, “Mãe Zefa” e outros nomes carinhosos. Além de parteira, ela é a rezadeira da comunidade, indica remédios caseiros e presta outros trabalhos.
Conceição agradeceu a direção da Assembléia Legislativa pela sessão solene e agradeceu pela compreensão por se fazer uma homenagem a uma mulher diferente, que contempla a todos, e materializa a mulher guerreira, lutadora, e liderança, que representa o corpo e alma da mulher sergipana.
A deputada disse que as deputadas sergipanas vão elaborar um documento, para ser entregue ao governador Marcelo Déda, com as reivindicações das mulheres, em relação a políticas públicas.
Zefa da Guia- Com seu jeito simples, Zefa da Guia disse que estava muito alegre e emocionada com a homenagem.
Ela contou que, quando souberam que seria homenageada na Assembléia, lhes perguntaram: Comadre Zefa a senhora tem coragem de ir? O que a comadre vai falar lá, com as autoridades?
Zefa respondia que iria falar o que sabe e o que entende. Eu me criei numa comunidade, trabalhando de roça, meu pai e minha me ensinaram muito para eu falar. Não sei ler e nem escrever, porque lá ninguém sabia, disse.
Zefa da Guia começou a profissão de parteira com onze anos de idade e se casou aos 12 anos. Era fazendo parto para as outras e elas fazendo os meus, lembrou.
Eu recebia com muito amor às minhas pacientes. Nunca morreu uma mulher ou uma criança nas minhas mãos. Ainda hoje tem a maternidade em Poço Redondo e em Nossa Senhora da Glória, mas eu continuo e esta semana fiz três partos, revelou Zefa da Guia.
Cuido delas, crio capão (galo capado), mato e faço o caldo. Não peço e fico feliz, com essa homenagem. Agradeço a Deus e todos deputados por essa homenagem, disse dona Zefa da Guia.
A parteira deixou uma mensagem singela. Disse que todos querem saúde, paz e amor. Pediu que todos se ajudem, para que a sociedade seja sem violência e com felicidade.
Ela pediu que as autoridades trabalhem pelas comunidades carentes, que precisam de terra para trabalhar, água encanada e outros benefícios, para que todos vençam as dificuldades do dia-a-dia.
Zefa da Guia disse ter certeza de que Marcelo Déda fará mais pelos sergipanos e pediu que o governador visite a Serra da Guia, para ver o sofrimento do povo e fazer alguma coisa.
Carta- A deputada Angélica Guimarães, PSC, leu a Carta das Mulheres Sergipanas, onde são destacadas várias reivindicações, ressaltando que, apesar das conquistas, é preciso consolidar políticas públicas, sobretudo, de combate a violência, contra a discriminação e preconceito.
Elas querem uma sociedade justa e democrática, sem preconceitos. Entre as reivindicações estão as delegacias especializadas e exames de perícias na Maternidade Hildete Falcão Baptista, quando a mulher for agredida e dar queixa.
O documento pede a constituição de um fórum com participantes dos Três Poderes, para consolidar a Lei Maria da Penha, que pune os agressores das mulheres.
O coral da Assembléia Legislativa, sob a regência do maestro Joel Magalhães, fez uma apresentação especial, para homenagear as mulheres. Houve também a participação do grupo Penerou Xerém.
Depois que leu o documento, Angélica ressaltou a história de Zefa da Guia, que dá uma lição de vida, com sua humildade e dedicação ao seu povo.
Angélica lembrou que as duas fazem a mesma coisa, com a diferença que a deputada é médica obstetra, da mesma forma que o deputado Luís Mitidieri.
Salientou que Zefa é um exemplo de solidariedade e é especial para a sua comunidade.
Lembrou que o pioneirismo de Zefa da Guia na região é fundamental para as comunidades e aproveitou para dizer que estava presente também uma pioneira em outra área, que é a desembargadora Josefa Paixão, primeira juíza de Sergipe.
O presidente da Assembléia Legislativa, Ulices Andrade, PDT, ressaltou a importância da mulher sergipana em todas as áreas, dando exemplo para o Brasil.
Enfatizou a coragem e sabedoria de Zefa da Guia, por cujas mãos vieram ao mundo milhares de sergipanos.
Ulices agradeceu a deputada estadual e secretária de Estado da Inclusão Social, Ana Lúcia Menezes, PT, representando o governador Marcelo Déda, PT.
Lembrou que seus pais lutaram muito para sustentar 16 filhos e ele como 15o. nasceu sob a assistência de uma parteira.
A sessão especial foi resultado de um Requerimento da deputada Tânia Soares, PC do B. As deputadas e servidoras do parlamento receberam flores, começando por Angélica Guimarães.
Ajuda/Donativos:
Endereço: Povoado Serra da Guia
Cidade: Poço Redondo/SE
Cep 49810-000
A/C JOSEFA MARIA DA SILVA SANTOS “ZEFA DA GUIA”
Telefone: (079) 9819-8906 - Zéfa da Guia
Ou se obtar por fazer doação em dinheiro, pode ser qualquer valor R$ 1.00, 5.00, 10.00 o valor que depositar será bem útil, e servirá muito a comunidade Serra da Guia.
Agencia: 02177-6 Conta: 0632418-5 Bradesco-JOSEFA M. DA SILVA SANTOS
1º Parto:
O primeiro parto meu foi por acaso, a vizinha ia ter filho e a parteira contratada cochilou no ponto (‘‘Ela tomou umas canas.’’). eu tinha 11 anos, não perdi tempo, sabia o que fazer, pois observava muitas vezes minha mãe, uma índia parteira. Naquele dia, as minhas mãos trouxeram ao mundo Manoel, fiz tudo e depois acostumei, com muita vontade. Minha mãe era parteira de muitos anos, minha avó também. Peguei uma herança.
Como acontecem os partos:
Quando elas não podem vim na minha casa, vem mim chamar e eu vou até a elas de apé, montada de cavalo/jegue, de carro, de moto de todo jeito eu vou, só não posso é deixar de ir.
Resguardo:
Eu cozinho, costumo fazer pirão de capão caipira. Eu recebo e cuido com muito amor das minhas pacientes quando vão ter na minha casa os filhos, crio capão (galo capado), mato e faço o caldo e do pra elas comer durante 03 dias de resguardo.
Afilhados:
Os meninos que eu pego geralmente costumam virar meus afilhados, hoje eu tenho mais de 2.800 batizados só na igreja, fora os que são batizados na fogueira de São João.
O que gosto de fazer:
Pegar menino, rezar no povo, visitar os doentes, fazer o bem, servir e dividir com próximo sem olhar a quem.
Ir a igreja assistir a uma boa missa, ir todo ano à romaria de meu Padim Ciço Rumao, no Juazeiro do Norte em janeiro o qual eu tenho muita fé.
Dar/promover novenas, dançar são Gonçalo e samba de coco, ir aos congressos, o qual eu sou membra, e a radio Xingo Fm de Canindé participar dos programas quando mim convidam.
Na minha simples e humilde casa comem mais de 50 pessoas de meninos a adultos todos os dias, e graças a Deus até hoje nunca faltou o básico, alimentação, pra mim é uma felicidade inexplicável, não tem dinheiro do mundo que pague essa felicidade, tenho um debito de gratidão muito grande com Deus que não poço pagar nunca por ele mim conceder essa nobreza de poder ajudar o próximo.
Analfabetismo:
Nao aprendi a ler nem escrever porque a onde agente morava num lugar por nome de Rizada/SE ninguem sabia ler e nem escrever.
Heroísmo:
Mim considero uma heroina, guerreira e lutadora em prol do meu povo sofrido. Nunca ganhei um centavo para fazer esse trabalho, e mesmo sem nunca ter ganhado nada, esse nunca foi motivo para mim desistir de pegar menino e ajudar a minha comunidade.
Na minha comunidade faço o que poço, de tudo um pouco, sou parteira, mãe, avo, madrinha, psicóloga, rezadeira e assistente social etc.
Títulos e Homenagens:
Recebi vários títulos e homenagens, entre eles o do "Dia internacional da Mulher" concedido pela Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, no dia 08 de março de 2007 .
Cultura:
Eu defendo a minha cultura, a cultura da comunidade Serra da Guia com unhas e dentes, faço o que deve ser feito e o que poço, só não faço mais porque não poço, e não tenho recurso.
Promovo novenas todo ano em cima de uma serra são 09 (nove) noites de novena num cemitério a onde tem 1.500 corpos de escravos enterrado, pois essa novena era tradição dos antepassados e continuo mantendo viva essa cultura e até o dia que Deus mandar mim chamar.
Na minha casa promovo todo ano uma novena que é usada os instrumentos dos antepassados como zabumba, taboca “pife” e também leiloes das coisas que recebo como doação para a novena que é referência no Estado de Sergipe, vem gente até da Bahia participar, a onde se reúne mais de 3 mil pessoas todos anos, mato porco, galinha peru, guiné, carneiro, pra da pra o povo comer.
Todo ano em janeiro eu e a as pessoas da comunidade Serra da Guia vamos a romaria de meu Padim Ciço, no Juazeiro do Norte, o qual eu e a comunidade somos muito devota, temos 36 anos de romaria nunca perdemos um ano, já alcancemos e fomos valida em muitas promessas que fizemos.
Artesanato na Comunidade:
Fazemos na comunidade Serra da Guia, artesanatos de palha de licurizeira como abano, chapéus de palha, vassourinhas, vassouras, cestos, crochê etc.
Promovo também São Gonçalo, samba de coco.
Rezamos na coresma “Semana Santa” todas as noites, até amanhecer o dia, fazemos muita penitencia e jenjum.
Procuro Recursos:
Eu ando por esse Brasil a fora participando de palestra, encontrando autoridades, e personalidades em procura de algo melhor para a minha comunidade Serra da Guia, passo até 8 dias fora de casa, já fui a congressos no Rio Grande do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Parana, Pará, Bahia, maceio, Olinda, recife, São Paulo, etc., nao ganho um centavo, faço com intenção de ajudar a comunidade Serra da Guia.
Recursos Conseguidos:
Tenho conseguido graças a Deus muitos recursos pra minha comunidade Serra da Guia.
Veja o que eu conseguir:
*Uma ambulância que serviu muito a Serra da Guia, e que já não presta mais, necessitamos de outra com urgência, pois já tem mais de 5 anos de uso e mais de 6 meses que esta encostada.
* Uma barragem de 300 horas, concluída, que serve muito a toda comunidade.
* 84 Casas para os kilombolas, todas com cisternas, calçamentos etc.
* 02 orelhões.
* Um mini posto medico a onde eu faço os partos das mulheres.
Religião:
Reza contra o que nas pessoas:
Rezo contra olho gordo, trabalhos de feitiçaria, e doenças.
Melhoramentos e beneficio da minha reza:
Na vida familiar, casal separado, vida financeira, doenças, encosto, enfim o que for preciso e o que Deus permitir eu faço.
Obs.: Só trabalho as direita com Jesus Cristo, não trabalho com oferendas, rituais, encruzilhada, não, nada disso, o meu trabalho é com Deus, só faço o bem, não faço mal pra ninguém, o mal eu faço é combate-lo.
Na minha casa chega gente todos os dias da Bahia, Pernambuco, Sergipe, e Alagoas fora os que nunca nem vi, que ligam pra mim de outros estados e graças a Deus todos saem bem satisfeitos e curados com minhas rezas e orações.
Se alguém quiser entrar em contato comigo, pode vim na minha casa ou pelo telefone (0xx79) 9819-8906 estou pronta para lhe atende-lo (a) achar e mostrar de imediato uma solução para seu problema.
Missão:
‘‘Meu prazer é fazer parto, ajudar o próximo, rezar no povo até o dia em que Deus quiser e mandar me chamar’’
Essa mensagem de amor e fé é para você que abril esse Blog.
Que Deus e o seu filho Jesus Cristo, toque profundamente em seu coração, iluminando seus dias de vida, alegrando seu coração, com sentimentos humanos e nobres, para que em seu coração o amor à paz e a felicidade possam reinar sobre todas as coisas;
Que a fé nas palavras de amor que o Senhor nos deixou, estejam ainda mais presentes em seu coração;
Para que as bênçãos divinas possam cair em sua vida e que seus caminhos sejam cada vez mais tranqüilos e iluminados, recheado de paz, amor, harmonia e muita felicidade e aproxime cada vez mais você da felicidade. Boa Sorte e muitas felicidades!!!
Zéfa da Guia




